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October 17, 2017

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    Iniciamos mais um assunto aqui no nosso Blog, serão 8 postagens sobre Microcefalia. Começamos com a abordagem da Psicologa Dra. Bianca Obrownick Moreira.

 

O que é Microcefalia?  

   É uma condição neurológica rara, diagnosticada no início da vida, em que a cabeça e o cérebro da criança são significativamente menores comparados às outras crianças de mesma idade.

  Devemos compreender que as crianças com microcefalia têm problemas de desenvolvimento. Não há uma cura definitiva para esta doença, mas tratamentos multidisciplinares realizados desde os primeiros anos melhoram o desenvolvimento e qualidade de vida. A microcefalia pode ser causada por uma série de problemas genéticos ou ambientais.

 

Microcefalia e Zika Vírus

   No ano de 2015, foi descoberto a relação entre o Zika vírus e o surto de casos de microcefalia no país. A infecção é transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti. Responsável por atacar células cerebrais fetais, dando surgimento a uma má formação craniana no bebê.

  A microcefalia causada pelo Zika vírus pode ocorrer no nascimento ou se desenvolver gradualmente após o nascimento. Contudo, o maior risco está associado aos primeiros três meses de gravidez.

 

Microcefalia e o Luto pelo Filho Perfeito

   Quando existe um diagnóstico de microcefalia, ocorre a vivência do luto pelos pais, uma vez que é criada uma expectativa em relação a criança idealizada como perfeita e saudável, e essa expectativa é frustrada e não concretizada.

   Isso ocorre pela não realização de seus próprios sonhos, desejos e fantasias da família, fazendo-os reviver seus conflitos e decepções. Podemos dizer que os pais de uma criança com algum tipo de deficiência vivenciam o luto pela criança que não veio, tornando a criança presente, como uma substituta incompleta.

    O diagnóstico é um golpe aos desejos dos pais, acompanhado dos sentimentos de vergonha e culpa, principalmente porque a aceitação e integração social de pessoas deficientes vem aumentando. Dessa forma, os pais não querem ser julgados socialmente como um terrível genitor que abandona, se frustra ou rejeita o filho.

   Porém, ao negarem esses sentimentos, o processo que chamamos de luto, pode não ocorrer de maneira saudável, e consequentemente, muitos não conseguem resolver a questão de maneira adequada. Por este motivo, devemos ressaltar a importância de que os pais façam acompanhamento psicológico, para que assim possam compreender seus conflitos internos em um ambiente que inspire confiança e sem censura.

    Devemos entender que esse processo de aceitação é normal e saudável, se bem trabalhado, favorece a autoestima dos pais, do filho deficiente, dos vínculos e um aumento significativo do amor e companheirismo entre pais e filhos.

   Outro fator importante é que, além do acompanhamento psicológico junto às famílias durante a gravidez e após o nascimento dos bebês, é de extrema importância que os bebês diagnosticados passem por estimulações cognitivas desde os primeiros meses de vida, assim como o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar.

    Acredito que esse texto possa ser de grande valia para as famílias e as mães que estejam aflitas e em busca de informações sobre os impactos psicológicos ocasionados pela microcefalia. É recomendado que as famílias afetadas procurem serviços de atenção à saúde para que possam iniciar o acompanhamento com uma equipe multidisciplinar.  

    Deixo aqui um vídeo para mostrar que antes de tudo vem o AMOR!

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BEGOSSI, J. O luto do filho perfeito: um estudo psicológico sobre os sentimentos vivenciados por mães com filhos portadores de paralisia cerebral. Universidade Católica Dom Bosco: Campo Grande, 2003. 117 p.

MARQUES, L. P. O filho sonhado e o filho real. Revista Brasileira de Educação Especial v.2, n.3: 121-125, 1995.

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