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Pelo Inss - LOAS :Como conseguir esse beneficio?

October 17, 2017

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Placa Palatina Móvel (PPM) / Placa de Castillo Morales / Placa para Hipotonia Muscular

            Crianças com Síndrome de Down apresentam com freqüência alterações no crescimento e desenvolvimento da região que compreende a boca e a face, conhecida como orofacial, o que afeta diretamente as funções de sucção, deglutição, mastigação, fonação e respiração .

            As principais alterações desta região encontradas nos pacientes afetados são: subdesenvolvimento do terço médio da face (nariz e arcada superior) que acarretam modificações na posição dos dentes e do maxilar; o palato (céu da boca) torna-se pequeno e estreito; além de freqüentes infecções nas vias aéreas superiores.

            Devido ao enfraquecimento dos músculos locais, os estímulos necessários para o correto desenvolvimento da região são poucos. Os lábios não se fecham, pois são músculos e estão muito enfraquecidos para isto, e a língua, também fraca, posiciona-se a frente, apoiada na arcada inferior (mandíbula e lábio inferior). Este posicionamento lingual a frente, dá a impressão que a criança com Down possui a língua maior que deveria. Na realidade ela geralmente tem seu tamanho normal e o espaço bucal (principalmente o terço médio) é que encontra-se diminuído obrigando a língua a posicionar-se, na maior parte do tempo, fora da boca.

            Com o pouco desenvolvimento do terço médio da face, a região interna do nariz torna-se muito reduzida e insuficiente para a respiração nasal correta. Isso faz com que a criança precise compensar esta entrada de oxigênio, utilizando a respiração bucal. Ela abre a boca para que possa adquirir a quantidade de oxigênio necessária para a respiração.

            A respiração bucal traz inúmeras alterações que prejudicarão a criança. Ao abrir a boca para respirar, os lábios perdem o contato, o que provoca falta de estímulos para o correto desenvolvimento de toda a face e, consequentemente, alterações nas funções de sucção, deglutição, mastigação, fonação e respiração.

            Em 1985, Castillo Morales, prescreveu o uso, em conjunto com outras terapias, de uma placa removível de acrílico com estimuladores específicos para a língua e os lábios. Esta induzia os pacientes a vedar os lábios mantendo a língua dentro da boca corretamente posicionada. Melhorando a musculatura e o desenvolvimento da respiração normal das crianças, ainda bebês.

            Indica-se o uso desta terapia com a placa o mais precocemente possível, sendo ideal se iniciada a partir de 2 ou 3 meses, pois neste período é quando ocorre um importante desenvolvimento da região orofacial e do sistema nervoso. Nesta idade também , torna-se mais fácil que o bebê tolere a placa na boca. Porém nada impede que, com algumas adaptações, seja usada por crianças um pouco maiores e já com alguns dentinhos na boca, mas sempre lembrando que, os melhores resultados são conseguidos quando ela é utilizada dentro da faixa de idade compreendida entre os 2 meses e 2 anos.

            Esta placa apresenta um botão localizado na região do “céu da boca” que proporciona o estimulo da língua, e algumas ranhuras na parte anterior que estimula os lábios. Há necessidade de substituições da placa a cada 3 meses ou conforme a criança cresce. Indica-se o uso durante o dia, para maior tranquilidade dos pais, por 4 a 6 horas com intervalos de 2 horas, removendo para as refeições.

 

            O tempo de tratamento varia de 1 a 2 anos (dependendo da resposta de cada paciente)  e sempre deve se observar a melhora da musculatura oral e facial, além do correto funcionamento da língua e das principais funções como respiração e deglutição.

            Por ser um tratamento realizado em bebês, o sucesso do tratamento depende muito da colaboração e paciência dos pais ao coordenar o uso da placa em casa, seguindo todas as orientações (lembrando sempre que estamos tratando um bebê!!).

            A placa é um meio auxiliar do tratamento, ou seja, somente o uso dela de maneira isolada não trará resultado satisfatório, sendo indispensável o acompanhamento conjunto de outros profissionais como fonoaudióloga, fisioterapeuta, pediatra entre outros. 

           

 

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