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October 17, 2017

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O tratamento OSTEOPÁTICO na Paralisia Cerebral

 

Neste mês falaremos sobre Paralisia Cerebral (PC) que, é uma das causas mais comuns de comprometimento neurológico na infância. Para isto, vamos relembrar resumidamente o que é PC.

A PC designa um grupo de afecções do sistema nervoso central, que não tem caráter progressivo e apresenta distúrbios da motricidade (alterações de movimento, postura, equilíbrio e da coordenação com movimentos involuntários). O evento lesivo da PC pode ocorrer no período pré, peri ou pós natal.

O prognóstico depende do grau de dificuldade motora, intensidade de retrações e da qualidade da reabilitação. Entretanto, o déficit cognitivo, o número de crises epiléticas e a intensidade do distúrbio de comportamento podem interferir no futuro desempenho da criança.

 

 

Desta forma, o tratamento deve ser multidisciplinar (Fisioterapia, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional, Psicologia e acompanhamento Médico), de acordo com as necessidades de cada um. Dito isto, como essas crianças necessitam de diversas intervenções terapêuticas, suas famílias sentem a necessidade de comprovar a eficácia de terapias complementares.

Dentre as intervenções terapêuticas complementares, a Osteopatia utiliza técnicas (estrutural, visceral e craniana) que permitem um diagnóstico mais preciso, identificando, tratando e facilitando o processo de recuperação do próprio corpo.

Diante disto, alguns estudos buscaram comprovar a eficácia da Osteopatia craniana no tratamento da PC.

Há relatos na literatura (DUNCAN et al, 2008; WYATT et al, 2011) da melhora na função motora grossa de crianças com PC após tratamento com Osteopatia. Em outro estudo (DUNCAN et al, 2004), pais de crianças com PC, observaram melhora após 06 meses de tratamento com Osteopatia.

Na parte clínica, é possível observar algumas evoluções motoras, bem como nas crises epiléticas, porém os resultados variam de paciente para paciente. Desta forma, o acompanhamento com o osteopata deve ser contínuo.

Importante ressaltar que, a Osteopatia não substitui outros tratamentos, porém complementa na evolução do paciente.

 

 

REFERÊNCIA

STANLEY F.; BLAIR E.; ALBERMAN E. Cerebral Palsies: epidemiology and causal pathways clinics in developmental medicine. Mac Keith Press, London, 2000.

LEITE, J. M. R. S.; PRADO, G. F. Paralisia cerebral: aspectos fisioterapêuticos e clínicos. Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP EPM. 2004.

FERRARETTO, IVAN & SOUZA; ÂNGELA, M.C. Paralisia Cerebral – aspectos práticos. São Paulo: Memnon, 1998.

DUNCAN B.; BARTON L.; EDMONDS D.; et al. Parental perceptions of the therapeutic effect from osteopathic manipulation or acupuncture in children with spastic cerebral palsy. Clin Pediatr (Phila). 43:349-53. 2004.

DUNCAN B.; McDONOUGH-MEANS S.; WORDEN K.; et al. Effectiveness of osteopathy um the cranial field and myofascial release versus acupuncture  as complementary treatment for children with spastic cerebral palsy: a pilot study. J Am Osteopath Assoc. 108:559-70. 2008.

WYATT K.; et al. Osteopatia Craniana em crianças com paralisia cerebral: um estudo controlado randomizado. Arch Dis Child. 96:505-512. 2011.

 

 

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